Os 1700 anos de Niceia: celebração ecumênica

No dia 30 de novembro de 2025, com as bênçãos do Arcebispo Dom Iosif e atendendo ao convite do Arcebispo Católico de Curitiba, Dom José Peruzzo, celebrou-se na Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz o 1700º aniversário do Primeiro Concílio de Niceia. A solenidade contou com a presença de Dom Irineo de Tropaion, que representou a Igreja Ortodoxa.
A celebração teve início com a entrada solene dos hierarcas. Durante a Liturgia, o Credo Niceno foi rezado em grego e em português, assim como a oração do Pai-Nosso.
Ao final, Dom Irineo de Tropaion proferiu uma homilia na qual exaltou a importância da fidelidade às decisões dos Concílios para o bem da Igreja de Cristo. Ele afirmou: 
“Ser fiel a Niceia é ser fiel à própria Igreja enquanto Corpo de Cristo, vivificado e conduzido pelo Espírito Santo. Somente a partir desse entendimento é possível estar seguro de que as decisões de Niceia podem orientar, responder e conduzir o santo povo de Deus a Ele, o Cristo.”  
Em outro momento, destacou: 
“Para Niceia, o cristianismo sem Cristo reduz a Igreja a uma instituição meramente humana. O cristianismo sem Cristo transforma o Evangelho em uma cartilha, um manual de civilidade, uma narrativa, um romance. A Igreja é o Corpo de Cristo, o Verbo Eterno do Pai; Ele, o Ungido, o Ressuscitado. Onde não há Cristo ressuscitado, não há Igreja.” 
Na sequência, Dom Irineo convidou os cristãos a retornar à espiritualidade profunda
“Voltemos à mística, sintamos saudade da experiência íntima com o Sagrado. Rezemos com a alma e o coração. Retornemos ao silêncio, à adoração contemplativa, à oração do coração, ao Sacramento da Confissão. Redescubramos o valor da penitência, do jejum e da caridade em favor dos irmãos.” 
Prosseguiu afirmando: 
“Somos chamados, como os santos irmãos Pedro e André, a se deixar cristificar, a se deixar deificar, para juntos reconhecer o Kyrios e, assim, proclamar em unidade diante do mundo: ‘Vimos o Senhor!” 
Por fim, ressaltou: 
“Ao proclamar que o Verbo encarnado, o Cristo, é Φως ἐκ φωτός — ‘Luz da Luz’, o Concílio de Niceia afirma também que Maria é a Theotokos, Mãe de Deus, a Virgem toda Santa e toda Pura. Embora tal dogma tenha sido confirmado posteriormente, no Concílio de Éfeso em 431, ele responde plenamente às decisões de Niceia. Estar hoje nesta Catedral Basílica dedicada a Nossa Senhora da Luz, Mãe da verdadeira Luz do mundo — o Cristo — possui um profundo significado ecumênico e expressa nosso desejo de plena unidade, pois reconhecemos Maria Santíssima como nossa Mãe.” 
E concluiu anunciando: 
“Para reverenciá-la e expressar nossa gratidão por estarmos aqui, apresentaremos o hino Agie Partheno, um canto de louvor à Maria, executado ao violino por Peterson Gabriel da Costa Bueno, fiel de nossa Igreja Grega São Savas.”

Após a apresentação, todos saudaram com alegria, e a celebração foi encerrada com a bênção final.

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