Semana da Unidade dos Cristãos
A Semana de Unidade dos Cristãos foi celebrada em Curitiba entre os dias 17 e 21 de maio de 2026, reunindo diferentes tradições cristãs em momentos de oração, reflexão e convivência fraterna. A coordenação local esteve a cargo do Movimento Ecumênico de Curitiba (MOVEC), que promoveu encontros marcados pelo espírito de diálogo e busca da unidade entre as Igrejas.
A Igreja Ortodoxa esteve representada pelo Arcebispo Dom Jeremias de Aspendos (Eparquia Ortodoxa Ucraniana); por Dom Irineo de Tropaion (Arquidiocese Ortodoxa Grega) e pelo Pe. Samaan Nasry (Arquidiocese Ortodoxa Antioquina).
Também participaram da programação a Igreja Católica Romana, a Comunidade Luterana e a Igreja Anglicana, fortalecendo o testemunho de busca de unidade e o desejo de comunhão entre os cristãos.
No dia 20 de maio de 2026, às 20h, Dom Irineo de Tropaion, representando a Igreja Ortodoxa, conduziu uma reflexão sobre a importância de se retornar às fontes da fé cristã como caminho seguro para a construção da unidade. Em sua mensagem, destacou que o reencontro com a tradição, a oração e o Evangelho é fundamental para que os cristãos possam avançar juntos na verdade, superando divisões históricas e fortalecendo os laços de fraternidade.
Após cada celebração, a comunidade anfitriã ofereceu um ágape fraterno, proporcionando um momento de convivência entre os participantes, marcado pela troca de experiências, esperanças e testemunhos de fé. A Semana de Unidade dos Cristãos reafirmou, assim, o compromisso das Igrejas presentes com o diálogo ecumênico e com a construção de caminhos de paz e comunhão.
Salienta-se que a Igreja é chamada a ser luz no mundo, não a se isolar dele. Como cristãos ortodoxos devemos estar abertos ao diálogo, à unidade e à compreensão. Participar de eventos ecumênicos e dialogar com pessoas heterodoxas não significa traição, mas sim cumprir o dever da Igreja como portadora de amor, verdade e esperança para toda a humanidade. Especialmente hoje, quando o pluralismo religioso e as desigualdades sociais exigem novas abordagens pastorais e teológicas, a Igreja é chamada a projetar a face da convivência, da empatia e da paz.
O movimento ecumênico contemporâneo e os diálogos intercristãos, apesar dos desafios e reservas, constituem para muitos teólogos uma oportunidade de testemunho e compreensão mútua. O isolamento é visto como uma alteração da ecumenicidade da Igreja, enquanto o diálogo é visto como uma condição necessária para o testemunho do Evangelho no mundo moderno.









